Quarta-feira, 21 de Maio de 2008

A Islândia na TV Globo

 

Uma equipa de jornalistas da TV Globo está na Islândia e o resultado tem sido uma série de pequenas reportagens apresentadas no Jornal Nacional da Globo no Brasil (correspondente ao Telejornal em Portugal).
Deixo-vos neste post duas das reportagens que foram apresentadas.
A primeira fala-nos do Elding, um navio equipado com motorização eléctrica, movido a hidrogénio, usado para transporte de turistas na observação das baleias. Com o silêncio do motor, é possível uma aproximação maior a estes mamíferos sem os afugentar, para gáudio dos privilegiados turistas.
A segunda reportagem fala-nos que a água quente na Islândia é gratuita, devido ao subsolo fervilhante, reflexo da origem vulcânica da ilha (esta é uma pérola da DESinformação. É falso! Aliás, como refere em comentário anexo o meu amigo Fernando).
Já agora, algumas chamadas de atenção que gostaria de fazer.
Já postei sobre as fábricas de alumínio que estão a ser construídas na Islândia. Ou seja, uma indústria que não está isenta de poluição. Além disso, o fornecimento da energia para esta indústria está a implicar a destruição de ecossistemas com a construção das barragens. É preciso assim, ter algum cuidado quando se afirma ser  a Islândia, o maior exemplo de protecção do meio ambiente. As coisas mudam (é que nem só em Portugal se vive por ciclos políticos). Não quero com isto dizer que não existem cuidados ecológicos. Apenas não seria tão taxativo e mostraria que aqui a balança também pode ter dois pratos, mesmo que ainda desnivelados em favor do ar puro que se respira.
O géiser Strokkur, referido na segunda reportagem, não tem essa precisão de 3.12 minutos entre cada jacto expelido pela boca. Nem sempre os livros ensinam correctamente e eu próprio já assisti a 2 jactos expelidos quase em simultâneo. Além disso, nos dias de hoje ele não atinge os 74 m de altura.
Se a Islândia é de facto, um país com um enorme potencial para o turismo ecológico e cultural, também não deixa de ser verdade que não deve ser apresentado como um país modelo, onde tudo é perfeito nos campos do ambiente e das energias renováveis não poluentes.
 
 http://video.globo.com/Videos/Player/Noticias/0,,GIM829910-7823-ISLANDIA+APRESENTA+NAVIO+MOVIDO+A+HIDROGENIO,00.html
 
http://video.globo.com/Videos/Player/Noticias/0,,GIM830334-7823-NA+ISLANDIA+A+AGUA+QUENTE+E+DE+GRACA,00.html
 
Por ultimo, descobri uma reportagem do Fantástico, também da Globo, feita à 30 anos atrás na Islândia. Uma reportagem que acho muito sóbria e com uma análise com a qual concordo. É claramente um bom trabalho jornalístico e com um ritmo e uma montagem que me agrada. Claro que algumas coisas mudaram. Por exemplo, já se vende cerveja na ilha, a poluição é ligeiramente maior e existem agora estrangeiros a trabalhar aqui. Mas não deixa de ser incrível, a quantidade de coisas que ainda se mantém e que fazem que esta reportagem seja actual em muitas coisas. A análise da sociedade islandesa está perspicaz.
Uma coisa é a imagem que se vende para o exterior. Outra coisa é a realidade dentro de portas.

Já agora, os comentários do especialista em criminologia e professor da Universidade de Reykjavík, nomeadamente sobre a família na Islândia e no exterior, parecem-me um pouco etnocêntricos. Nada que me admire!

 

http://video.globo.com/Videos/Player/Noticias/0,,GIM741710-7823-NA+TERRA+DOS+VIKINGS,00.html

 

publicado por Ivo Gabriel - Iceland Views às 18:50
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Segunda-feira, 19 de Maio de 2008

Na senda de Nonni, Jón Sveinsson e o Akureyri Museum

  

  

A igreja museu de 1846 transladada em 1970 para este local com a casa museu onde Jón Sveinsson (Nonni) morou entre os 7 e os 12 anos. É aqui que se inícia o caminho de Nonni.

 

Há algum tempo que queria fazer o caminho de Nonni em Akureyri. Nonni é uma personagem criada por Jón Sveinsson, um escritor de literatura infantil. Existe um percurso que podemos fazer de forma a seguir os seus passos enquanto criança. Eu fiz essa caminhada, fotografei cada etapa e o resultado é este post.
Convido-os a acompanharem-me.
 
Jón Sveinsson
 
Nasceu em Mödruvellir em 16 de Novembro de 1857. Em 1965 a sua família muda-se para a pequena casa de madeira castanha escura que agora se chama Nonni`s House e alberga um pequeno museu.
O seu pai faleceu quando o pequeno Jón tinha 11 anos e um nobre françês ofereceu-se para pagar a educação do rapaz no estrangeiro. Aos 12 anos Jón (ou Nonni, já que os islandeses referem-se a ele pelo nome do personagem que ele criou enquanto escritor) partiu para a Europa para estudar na Latin School em Amiens na França.
Em 1878 tornou-se membro da ordem dos Jesuítas e estudou nas Universidades em França, Bélgica e Holanda, nomeadamente literatura, filosofia e teologia.
Lecciona na Dinamarca a partir de 1883 e depois de estudar teologia em Inglaterra torna-se um clérigo em 1890. Nos 20 anos seguintes é professor e missionário. Uma doença em 1912 termina com a sua carreira como docente e é nessa altura que Nonni passa a dedicar-se à escrita de livros infantis. As suas obras são traduzidas em mais de 30 línguas.
Morreu em Outubro de 1944, aos 86 anos, em Colónia na Alemanha.
 
 
O caminho de Nonni
 
O tracejado na placa, indica a percurso que me esperava. Do lado esquerdo um desenho retrata Jón Sveinsson (Nonni) observando os barcos no fiorde, sentando na pedra de Nonni, situada no alto da colina.
 
Eram 11h da manhã quando iniciei a caminhada junto à casa de Nonni. Foi construída em 1850, 15 anos antes da família se mudar para Akureyri. As memórias dos tempos ali passados, irão inspirar Nonni, na criação dos seus livros para crianças que começa a escrever em 1912 no estrangeiro. Em 1957 a habitação passa a albergar o the Memorial Museum of Jón Sveinson, Nonni.
A casa fica no sopé da colina por onde segue o caminho de Nonni. Ainda no sopé, na margem esquerda do caminho, fica a igreja museu construída em 1846. A igreja foi construída em Svalbard, tendo sido transladada em 1970 para este local.
 
Logo de início, o caminho começa a subir a colina. Para trás fica a pequena igreja, a casa de Nonni, a estátua de Jón Sveinsson e o fiorde, nesta altura do ano em tonalidades esverdeadas.
 
Depois de fotografar e de respirar fundo, sempre com uma névoa um bom par de metros acima da minha cabeça, início a subida da ladeira que o tortuoso caminho me oferecia. O verde da erva rejuvenescida começa a tomar conta de Akureyri. Nem parece que ainda à menos de 1 mês atrás, o branco se estendia desde as montanhas até ao fiorde, abraçando a cidade. A manhã estava serena e as aves cantavam umas com as outras, como se estivessem esgrimindo argumentos. Calmamente subi a colina, fazendo algumas pausas para observar o fiorde que a cada passo ficava mais para baixo. A paisagem desabrochava enquanto eu subia a caminho do cemitério. Mas não deveria ser nada fácil caminhar por aqui nos rigorosos Invernos do passado, nomeadamente com o gelo do Inverno que a cada segundo nos convida a escorregar.
 
O caminho de Nonni entre a casa e o cemitério no alto da colina.
 
Por fim cheguei ao cemitério onde se encontra o túmulo do pai de Nonni. Uma grande cruz branca na pequena Memorial Square homenageia os marinheiros desaparecidos ou mortos no passado.
 
no alto da colina e junto à pedra de Nonni, podemos imaginar a vista no passado. Reparem no nevoeiro escondendo a montanha do outro lado do fiorde. Um tecto que me acompanhou toda a manhã.
 
Saindo do cemitério, continuo a seguir o caminho de Nonni até chegar à pedra onde o pequeno Jón apreciava os barcos e a vista sobre o fiorde. É uma grande pedra no cimo da colina, ligeiramente abaixo do cemitério.
 
A pedra de Nonni está devidamente assinalada.
 
O caminho desce agora a colina numa direcção mais para norte, por onde a cidade se foi estendendo. Tempo ainda para ver a primeira habitação de Akureyri. Trata-se do número 14 da rua Adal (Adalstraeti). A casa em madeira caiada de branco datada de 1835.
A manhã terminava bucólica. Talvez uma espécie de morabeza próximo do paralelo 66. Ou seria uma malemolência no artico? O passeio tinha valido a pena. Espero que tenham apreciado e que um dia possam vivê-lo!
 
A primeira habitação de Akureyri situada rua Adal, 14. Construida em 1835, foi comprada por Fridrik Gudmann em 1873 e oferecida para ser o hospital da cidade, o que aconteceu até ao ano de 1896.
 
 
O Akureyri Museum
 
Antes de iniciar o caminho de Nonni, resolvi entrar no Akureyri Museum, já que ficava no início do percurso. Não me arrependi. Apesar de só abrir ao público em 1 de Junho, deixaram-me ver a exposição no piso de entrada. Landmán – the Settlement é uma exposição que retrata a colonização e o estabelecimento das pessoas ao longo do fiorde Ejja, onde se situa Akureyri. Esta é uma exposição permanente mas actualizada anualmente. No outro piso montava-se uma exposição sobre Akureyri.
Filmei e montei um vídeo da referida exposição e o resultado poderão ver de seguida:
 
 

  

publicado por Ivo Gabriel - Iceland Views às 11:12
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Sábado, 17 de Maio de 2008

Björk Guðmundsdóttir: retrospectiva vídeo de um elfo

 

  

Desde a abertura deste blog que a duvida subsiste. Postar ou não sobre a Björk. Mas a questão é sempre a mesma. Escrever o quê? Haverá alguém que não conheça a personagem? Estou certo que existem mais pessoas a conhecer a Björk do que a saber algo sobre a Islândia. Talvez devesse ter criado um blog sobre a Björk e nele colocar um post sobre a Islândia!
A menina à muito deixou de ser uma menina. Para muitos não é também uma senhora. Talvez um alien. Eu acredito que Björk esteja mais próximo de um elfo, afinal é islandesa!
E como será a relação destes com a sua única celebridade à escala mundial?
Quando cheguei à Islândia ouvi inúmeras vezes nos cafés, músicas dos diversos discos editados pela cantora. Mas ela não é consensual. Aliás, não poderia ser. Na Islândia como em Portugal, o sucesso de uns não cai bem a todos. Para os mais idosos ela "não bate bem da bola", o que dito por um islandês toma proporções ainda maiores. Não quero dizer com isto que os islandeses não batem bem da bola. Antes que são muito tolerantes (na verdade, talvez seja um misto das duas coisas!).
Não esperem neste post uma apresentação da Björk, já que há muito tempo ela deixou de ser aquela cantora de culto independente ou alternativo. A senhora pertence ao restrito grupo das celebridades à escala universal.
A sua característica voz e feitio fazem com que muitos pensem que ela é uma alienígena. É através dessa voz que entramos no mundo das fábulas e sonhos que ela nos faz chegar através da arte. Sim, eu disse arte e não música, sendo esse um dos motivos, pelo qual a lista de prémios e distinções é ainda maior. Björk é cantora, compositora, actriz, artista multifacetada vendedora de fábulas e sonhos, premiada em todas as áreas com os mais importantes prémios. Como exemplo, posso referir que Björk já tem no currículo 12 grammy awards (os prémios mais importantes da música à escala mundial), 1 Academy award (os prémios mais importantes do cinema à escala mundial), 7 Brit Awards (os prémios mais importantes da música em Inglaterra), o prémio de melhor actriz no festival de Cannes, 2 Globos de Ouro (não, não são os da SIC nem foram entregues pela Catarina Furtado), entre outras distinções.
Neste post, aproveito para fazer uma retrospectiva da sua carreira musical via vídeo.
Espero que usufruam!
 

Em 1977, com apenas 11 anos de idade, Björk lançava o seu primeiro disco. Um disco de covers cantadas em islandês, onde se incluia o famoso "the fool on the hill" dos Beatles. Björk não só cantava como tocava instrumentos como flauta transversal.

 

Em 1981, aos 16 anos de idade, Björk integrava os Tappi Tikarrass, incentivando os adolescentes islandeses com bandas musicais a serem eles próprios e a não copiarem os U2.

 

 

Entre 1986 e 1992 Björk integra os Sugarcubes que representa o inicio da sua internacionalização. Os Sugarcubes tornam-se conhecidos no circuito Indie mundial com o lançamento do seu primeiro album intitulado Life’s Too Good de 1988, lançado pela One little Indian.

 

 

O experimentalismo e a poesia/lirica continuam a acompanhar Björk nos dias de hoje. Poderemos ver neste vídeo a cantora ao vivo na igreja de Riverside em Nova Iorque com Pagan Poetry.

 

 

Em 1993, o primeiro album a solo, Debut, lança Björk para o grande panorama musical mundial. Human Behaviour é uma das musicas de ponta. Aqui ao vivo no Royal Opera House.

 

 

Em 1997, saí Homogenic. Mais um excelente album aqui representado com Hunter, num excelente vídeo.

 

 

Mas Björk não é uma menina de feitio fácil. As dificuldades de conciliação artística com o realizador  Lars Von Tryer no filme Dancing in the Dark, em que Björk era actriz principal, são por demais conhecidas. Assim, acabarei este post com um pormenor que não desdenharia a uma revista cor de rosa. Björk, bem ao estilo de uma mulher islandesa, num acesso de raiva. É que na islândia, as pessoas nunca foram muito "polite"!

 

publicado por Ivo Gabriel - Iceland Views às 21:30
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Quinta-feira, 8 de Maio de 2008

Antecipando o Post sobre a Björk...

 
 
Desde o início deste blog que tenho a duvida de editar ou não um post sobre a Björk. Decidi que irei fazê-lo. Antecipando esse post, segue este vídeo com  a cantora ao vivo em Nova Iorque, com All is full of love. Sugiro o aumento do volume do som do vosso computador, até porque a gravação está baixa mas de boa qualidade. Referência para a metáfora poética ao minuto 3.00. Neste vídeo veremos a Björk mainstream mas nem por isso menos alienígena. O post seguirá dentro de momentos…
 
publicado por Ivo Gabriel - Iceland Views às 03:03
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Segunda-feira, 5 de Maio de 2008

o pequeno arquipélago de Vestmannaeyjar

 
O pequeno arquipélago de Vestmannaeyjar. Destaque para Heimaey, a "maior" e unica ilha habitada.
 
Nos primeiros anos da colonização da Islândia 5 escravos irlandeses assassinaram o irmão de Ingólfur Arnarson, um dos primeiros e mais terríficos vikings a colonizar o país, fugindo posteriormente para as ilhas que se iriam denominar Vestmannaeyjar (literalmente ilhas dos homens de Oeste). Contudo, a sua fuga durou pouco tempo, tendo sido encontrados e depois assassinados.
Vestmannaeyjar é hoje em dia um pequeno arquipélago de origem vulcanica no sul da Islândia, constiuido por 16 pequenas ilhas e 30 rochedos, combinando a serenidade com as belezas naturais. Sendo de origem recente (os cientistas estimam que a primeira das ilhas não tem mais de 15.000 anos), o arquipélago continua em formação, afinal, não podemos esquecer que a ilha de Surtsey nasceu em 1963, numa das mais conhecidas e filmadas erupções vulcânicas (sobre Surtsey falarei num próximo post, pois existe uma exposição multimédia na Casa da cultura em Reykjavík, a qual já visitei.)
Heimaey, a maior ilha do arquipélago, é a única permanentemente habitada (4227 habitantes pelos censos de 2004) e em 1973 uma nova cratera, Eldfell, surgiu através de uma erupção que aumentou em 15% a área da ilha, submergindo parte da cidade.
As suas rochas, penhascos e falésias albergam a partir da primavera uma das maiores colónias de puffins (papagaios do mar) conhecida, para além de uma vegetação rasteira única e luxuriante.
Os seus habitantes tem um dos mais altos rendimentos per capita da Islândia, derivado, como não poderia deixar de ser, da pesca (são 2% da população islandesa e suportam 12% das exportações).
São pessoas rudes e independentes, reflexo do isolamento e de uma vida dura, sujeita a um clima de tormentas (as tempestades no mar já originaram ondas com mais de 23 m de altura!), catástrofes naturais e raids de piratas durante muitos séculos.
Como já referi anteriormente, reflexo do isolamento e da dureza da vida, os contos, crenças e mitos estão ainda muito vivos na Islândia e assim, durante todo o século XX as crianças da ilha eram atormentadas pela lenda pagã e sanguinária de um guerreiro vindo do mar que colocava 34 homens e mulheres sob a sua espada e que fazia mais de 200 escravos. Todos aqueles que tentavam fugir pelos rochedos eram abatidos como aves.
Mas a verdade, é que as catástrofes e dificuldades foram muitas para esta população de Heymaey. Por exemplo, em 1783 a erupção do vulcão Laki matou todos os peixes à volta das ilhas, fazendo com que os habitantes tivessem de viver alimentando-se de uma raiz de nome Hvönn e das sazonais aves marinhas. Uns anos mais tarde, uma tempestade no mar enviou mais de 50 homens para o fundo num só dia.
A cidade de Heymaey com as suas 100 traineiras coloridas, situa-se entre o porto e os 2 cones vulcânicos da ilha (Helgafeell e o mais recente, Eldfell).
As estradas da pequena ilha circundam a base da lava (onde ela parou), agora coberta por uma leve película de musgo verde.
Assim, num domingo poderão visitar as casas semi-enterradas na lava. A pacatez da ilha e os domingos desolados, farão lembrar-vos um filme de Bergman.
Uma das atracções de Heymaey é a pitoresca igreja com a estátua em homenagem aos pescadores desaparecidos no mar. Mas destaque-se também o organizado museu folk e a colecção de peixes islandeses no Museu Aquário de Historia Natural, onde poderão ver o horripilante peixe gato, com dentes iguais aos da piranha, um péssimo feitio e uma estranha expressão humana. Também as crateras vulcânicas, os lindíssimos penhascos pejados de puffins e outras aves marinhas e os rochedos com arcos no mar que nos deliciam nos passeios de barco (não raras vezes podemos avistar as orcas), farão da visita à ilha uma recordação para contar por muitos anos.
Como curiosidades poderei referir a baía Klettsvík, que foi durante muito tempo a casa da mais famosa orca do mundo. Falo de Keikó, a estrela do filme Free Willy.
Na ilha não falta a inevitável piscina ao ar livre de água geotermicamente aquecida (as piscinas na Islândia merecerão também um post futuro), o parque de campismo e o também inevitável campo de golf (muitos existem na Islândia).
Entre Junho e Setembro, no cinema local, tem o Vulcano show que nos retrata a batalha constante entre os islandeses e a natureza.
 
 Vídeo de divulgação e promoção do pequeno arquipélago de Vestmannaeyjar. Uma pena a péssima opção por uma previsível e sensaborona banda sonora, bem como o mau gosto da montagem do vídeo, onde não faltam sorrisos forçados e um atirar de aves em direcção ao horizonte utilizando crianças, num "pastiche" de imagens mais do que "dejá vu" e de analogia básica. Vale pelas filmagens do belo arquipélago que dão uma ideia do que podem ver em caso de uma futura viagem.
 
No primeiro fim-de-semana de Agosto em Vestmannaeyjar, na ilha de Heimaey acontece o Þjóðhátíð Festival que atrai boa parte da juventude islandesa. O festival foi originalmente concebido como a resposta dos habitantes das ilhas à impossibilidade de participarem nos festejos do 1000.º aniversário do povoamento da Islândia, organizando a sua própria celebração. O nome Þjóðhátíð significa "festival nacional", mas durante as primeiras sete décadas de realização foi um festival familiar, destinado aos habitantes locais O festival ganhou relevância nacional nas últimas décadas do século passado, assumindo-se como um rito de passagem para os jovens islandeses, envolvendo um grande consumo de álcool. Só quem vive na Islândia sabe a quantidade de bebidas alcoólicas que se consome durante o fim-de-semana numa cultura de beber rápido para ficar rapidamente bêbados. Mas as festas pagãs excessivas, regadas com muito álcool, sempre foram uma característica da cultura viking. Apenas não sei se será a melhor altura para visitar a ilha pois não imaginam o quanto agressivo pode ficar um islandês carregado de álcool. Se em culturas mais elaboradas existe um certo auto-controle, aqui, onde as pessoas são mais rudes e não tão “polite”, os excessos do fim-de-semana e das festas, acaba muitas vezes em pugilato entre amigos. O que vale, é que mesmo com o sobrolho negro e inchado, a amizade nunca fica afectada. No dia seguinte, estarão de novo abraçados e o “divertimento” terá novos capítulos na copofonia conjunta seguinte.
 

O Þjóðhátíð Festival que se realiza no primeiro fim de semana de Agosto na ilha de Heimaey, onde todos bebem até caír!

www.vestmannaeyjar.is

www.visitwestmanislands.com

www.eyjar.is

 

publicado por Ivo Gabriel - Iceland Views às 16:00
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Sexta-feira, 2 de Maio de 2008

Dísa - Uma voz, um achado.

   
Desde que aterrei neste país, umas das coisas que mais me tem fascinado é a quantidade de grupos musicais que existem per capita (e o espectro vai desde a musica erudita até ao rock mais underground). Em cada rua, numa casa, num sótão ou garagem, existe o som de um ou mais instrumentos. Um som que se estende até à rua, de encontro aos transeuntes mais distraídos.
Pesquisava o site oficial do aldrei fór ég sudur rock festival quando um nome me chamou a atenção. É que a voz entranhou-se na primeira audição (embora nem sempre isso seja sinal de qualidade). A partir daí fui atrás, tentando saber e encontrar mais acerca daquela vozinha doce, por vezes frágil mas sempre intensa. No Youtube encontrei um vídeo da menina. Dísa é o seu nome e está em vésperas de lançar o seu primeiro álbum. Se a voz se mantiver tão intensa como no vídeo que poderão ver abaixo, será um deleite para mim e não só. Claro que depois existem as letras, a conjugação de acordes, a subtileza, os arranjos e todo um sem número de variáveis que poderão (ou não) deitar tudo a perder. Ainda para mais, quando me parece evidente que a menina quer navegar pelas águas da Pop. Mas uma voz destas é sempre um achado. Falta saber a gestão que Dísa fará do potencial que tem.
Para além do vídeo da música missing party, onde a voz é apenas acompanhada por uma viola acústica, num belíssimo momento filmado num apartamento de um amigo em Reykjavík, deixo-vos também o seu My space.
 
Partilho Dísa convosco.
    

Dísia, interpretando no apartamento do seu baixista em Reykjavík, a musica missing party numa versão acústica, apenas acompanhada por uma viola.

  

http://www.myspace.com/disamusic
    
publicado por Ivo Gabriel - Iceland Views às 14:33
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As Páginas Amarelas Islandesas

 
A quem lembraria de fotografar as páginas amarelas?
 
Já pensou, quando necessita de encontrar o telefone do seu médico nas páginas amarelas, procurar por Luís ou Carlos? Pois bem, na Islândia para procurar a morada e o telefone das pessoas nas páginas amarelas, temos de utilizar os nomes próprios. Esta ordenação, deve-se ao facto de os apelidos serem derivados do primeiro nome do pai, adicionando-se son para o filho e dottir para a filha.
 
exemplos: Feminino: Jóhanna Gunnarsdóttir
                     Masculino: Baldur Gunnarsson
 
Já agora, segue o endereço das páginas amarelas islandesas: http://www.gulalinan.is
 
publicado por Ivo Gabriel - Iceland Views às 12:21
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