Domingo, 10 de Agosto de 2008

Considerações sobre a Islândia

 

1. A felicidade, as mentalidades, o tédio, o racismo e o orgulhosamente sós.
    Interrogações acerca da realidade dos dados estatísticos.
 
Os islandeses são racistas na mesma proporção em que são uma sociedade fechada. Aos séculos de isolamento, com contactos quase inexistentes com o mundo exterior, junta-se a vontade de não querer mudar.
O desenvolvimento da Islândia e a prosperidade económica acontece depois da segunda guerra mundial. Se hoje existe praticamente tudo, a verdade é que até à poucas décadas atrás tal não acontecia. Por exemplo, frutas e vegetais entraram muito recentemente nos hábitos alimentares dos islandeses (alguns continuam a praticamente não os comprar).
A Europa demorou séculos a passar da idade média para a idade moderna. Séculos de contactos com outros povos e civilizações, tendo como resultado a transformação das mentalidades. Em particular, a história de Portugal é feita de contactos com outros continentes e as suas culturas. É certo que em muitos casos, esses contactos estão longe de ser pacíficos, não podendo falar-se de muitos acontecimentos passados com orgulho. Mas contextualizem-se no tempo e na época. Não podemos orgulhar-nos de todos os acontecimentos da nossa história, da mesma forma que individualmente ninguém pode dizer ter agido sempre correctamente. Mas o objectivo do post não é dissecar a história de Portugal e da civilização ocidental.
A questão é que os séculos que na Europa permitiram passar-se da Idade média para a idade moderna (contactando com outros povos e culturas, desenvolvendo Universidades, com revoluções – liberais, industriais, etc…), não aconteceram na Islândia.
A Islândia passou muito rapidamente de uma idade média para a idade moderna. Diria que em menos de 100 anos. Se tal é possível na vertente tecnológica, as transformações culturais e comportamentais necessitam de mais tempo. Necessitam de mais gerações.
A Islândia, foi durante todos estes séculos um país isolado e consequentemente fechado em si próprio. Isso ainda hoje se reflecte.
As grandes convulsões sociais na Europa, bem como os acontecimentos na América do sul e central, África e Ásia não faziam parte da realidade islandesa. O desconhecimento era imenso.
Os islandeses viveram sempre virados para dentro e ainda hoje o seu umbigo é o centro do mundo.
Sendo assim, vivem os seus pequenos problemas, apesar do tédio com que os vivem! Justificam a quantidade de bebidas alcoólicas ingeridas durante o fim-de-semana com o argumento de nada mais haver para fazer. Na verdade, nunca entendi muito bem esta forma de pensar, já que apesar de não terem muitas atracções internacionais a visitá-los, tem um agitado mercado artistico-cultural interno. As escolas de arte e música são muitas e todos os seus grupos de música e dança, bem como os artistas plásticos, apresentam-se com regularidade. Além disso, tem cinemas, cafés, museus e um país único para se viajar. Durante 6 meses a neve é exclusiva dos glaciares e dos picos das montanhas. Tempo suficiente para que se possa admirar os fenómenos naturais, mesmo que em locais servidos por estradas pouco acessíveis (tirando a numero 1 que circunda a ilha, são praticamente todas as outras!).
Porquê esta sensação de tédio dos islandeses? Porquê a sensação que não existe nada para fazer?
Em primeiro, acho que tem a ver com a dificuldade de relacionamento social existente. A balada ou noitada existe para beber depressa de forma a ficar rapidamente bêbado. Isso é um prejuízo para a socialização, Ficando mais difícil conversar e consequentemente fazer amizades.
Além disso, este povo não prima pela delicadeza e graciosidade. Ou seja, com os copos e no meio da sua rudeza e aspereza somos embalados por encontrões em forma de ondas contínuas!
Sintomático é o facto de no dia a dia não usarem expressões, no inicio ou final de uma frase, como Excuse-me, sorry ou please. A dificuldade que existe em pedir permissão é igual à dificuldade que existe em exteriorizarem afectividade, num relacionamento social. O islandês não é polido e sendo assim não pede. Faz!
Em conversa com uma colega de trabalho (uma menina islandesa de 19 anos) na área de ski de Hlidarfjall, ela dizia-me:
- Nós não gostamos de pessoas “polite”.
Logo respondi-lhe:
- I`m fucked!
A mesma menina, depois de acabar a temporada de esqui, foi passar férias na Dinamarca (para muitos islandeses o resto do mundo chama-se Dinamarca, de quem se auto-proclamaram independentes em 1944, quando esta estava ocupada pelas tropas germânicas) e vim a saber que passou 2 noites na prisão. É que às 3 h da manhã resolveu ir correr consoante veio ao mundo (peladinha) pelas ruas de Copenhaga! Acreditem que na Islândia, não é tão anormal, que nos bares alguém se lembre de baixar a calça e mostrar os órgãos genitais. Eu próprio já assisti a isso mais do que uma vez. Mas na Dinamarca parece que as pessoas são um pouquinho mais “polite” e o jardim dos outros não é o nosso jardim (acreditem que nem pensei na Madeira!).
Claro que um islandês perdido de bêbado ou fica prepotente ou senão disponível para falar contigo. Mas desengane-se quem julgar que podemos estar no início de uma amizade. Se o encontrar sóbrio no dia seguinte, é como se nunca tivesse falado connosco. Se nos dirigimos até ele, a fim de educadamente o cumprimentar, não só ele irá estranhar, como relutantemente o fará e sem recurso a um afável sorriso.
Já agora, se um islandês vier falar connosco utilizando o Inglês é porque certamente estará já com os copos.
Ao fim de semana, as noites na Islândia podem ser caóticas. Muitos deles bebem para lutarem entre si. Reminiscências das festas vikings, forma de afogarem o tédio, debaixo dos olhares de complacência das autoridades. Se criarem distúrbios num bar, passados uns minutos poderão entrar novamente.
Imaginam como é quando eles viajam de férias para a Dinamarca e para o sul de Espanha com este comportamento?
Sim, porque os mais novos ficam admirados quando se lhes é dito que nos outros países não é tolerado o mesmo tipo de comportamento.
A resposta é:                       
- Julguei que fosse assim em todo o lado!
Mas, sem dúvida, existe um complexo de insularidade, que degenera em prepotência, autismo e em ultima instância se manifesta sob a forma de racismo.
O Islandês não quer entrar na união europeia porque acha que tem um nível superior e que não necessita da Europa para nada. Justificam com os séculos de isolamento, debaixo das condições climatéricas mais adversas, como atestado para a sua eterna auto-suficiência.
Ou seja, no orgulhosamente sós a disponibilidade para o Outro é menor.
Sendo ainda uma Sociedade fechada, não é fácil para um estrangeiro viver aqui. Muitos queixam-se de não conseguirem fazer amizades. Penso que isso torna a estadia mais penosa do que a ausência da luz solar no Inverno.
E existe o racismo. A primeira pergunta que te fazem é: - "Talarðu íslenskú?" (falas Islandês?). Perante a nega começa a seriação. Será que eles têm consciência que ninguém no mundo fala islandês!?! Que é uma língua apenas falada pelas 300 mil pessoas que vivem na ilha? Que só podemos aprender islandês na Islândia e que sendo uma das mais difíceis línguas necessita de tempo (diria muito tempo!)?
Como eles vivem no seu próprio umbigo, aos estrangeiros normalmente resta o trabalho indiferenciado, onde existem vagas não preenchidas por islandeses. Isso origina que muitos estrangeiros formados (e em áreas especificas) não arranjem trabalho condigno com as suas habilitações. Existe sempre um islandês que apesar de menos habilitado (por vezes sem habilitação ainda), tem a preferência. Um super proteccionismo ainda digno de uma mentalidade medieval paira no subconsciente dos islandeses e algumas gerações mais serão precisas, para que a mudança total se opere. Compare-se isto com o cosmopolitismo londrino a 2 escassas horas de avião.
Pode também fazer-se o contraponto com a Finlândia, onde os estrangeiros são bem vindos sem necessitarem de falar a língua nativa e onde são vistos como motor do desenvolvimento económico, nomeadamente aqueles que com habilitações são conduzidos para cargos especializados.
Na Islândia o desenvolvimento económico e tecnológico não foi acompanhado pelas mudanças de mentalidade. Sendo assim, o Outro (leia-se estrangeiro) é muitas vezes visto como uma ameaça à sua cultura em vez de ser visto como alguém que poderá transmitir posteriormente a cultura islandesa ao resto do mundo. Não será isto um complexo de inferioridade? A cultura islandesa é forte (a maioria das sagas vikings foram escritas aqui), está enraizada e não corre qualquer risco. Quando irão os islandeses entender que a abertura só será um ganho para a transmissão da sua História e Cultura?
Fecharem-se sobre si, pode ter sido útil no passado, mas creio que no futuro e num mundo cada vez mais global não trará nada de bom, nomeadamente para a economia islandesa, actualmente em crise.
Muitas questões gostaria de abordar, mas deixarei para outra altura. Nomeadamente aquela que diz (ou dizia) ser a Islândia o país mais feliz do mundo. Isso coloca-me muitas interrogações. Primeiro teríamos de definir o conceito de felicidade. Depois saber qual a diferença entre alegria e felicidade. Por ultimo, saber que estudos são esses e que variáveis utiliza. De certeza que quem publica um estudo desses não faz trabalho de terreno integrado na Sociedade e que as variáveis predominantes serão as quantitativas em detrimento das qualitativas. Mas as variáveis quantitativas são manobráveis e podem estar sujeitas a uma boa operação de marketing.
Desafio um cientista social a vir fazer um Estudo Qualitativo sobre Felicidade à Islândia. Acho que esse trabalho está a ser necessário, recorrendo ao trabalho de campo (trabalho de terreno / observação participante) mínimo de 3 anos.
Para que fique bem vincada a minha opinião. É ridículo dizer e vender-se essa ideia. Os Islandeses não só não são o povo mais feliz do mundo, como estão longe disso (isto se for possível numerar-se a felicidade de um Povo ou Sociedade).
Pelos motivos expostos em cima e por muitos outros.
 
 
2. Para lá das estatísticas existe a realidade
 
Li algures que a Reykjavík (com menos de 200 mil habitantes) tinha tantos jornais diários como o Rio de Janeiro (com mais de 4 milhões de habitantes). Isso era usado para enfatizar os índices de leitura na Islândia (o povo com mais hábitos de leitura dizia o artigo).
Será que o Rio de Janeiro tem a mesma percentagem de jornais gratuitos como na Islândia?
Vamos falar de elites ou vamos falar de cidadãos médios? Quanto mais tempo vivo aqui, mais questiono as “certezas” que nos fornecem os dados quantitativos. Não vejo o cidadão médio islandês ter um nível de interesses e consequentemente cultural diferente do cidadão médio português. Acho que as variáveis económicas sobrevalorizam a realidade da Islândia.
Depois, o desconhecimento que existe no exterior sobre o país ajuda à fantasia. Já agora, os níveis de escolaridade têm subido em Portugal. Isso é proporcional ao aumento de conhecimento real dos alunos?
Havendo interesse institucional é fácil aplicar politicas que em poucos anos inflacionem os níveis estatísticos. Se a economia de um país for pungante mais fácil será trabalhar as variáveis estatísticas.
Portugal tem mais de 10 milhões de habitantes. A Islândia pouco mais de 300 mil. A diferença de área entre os dois países é pouco superior a 15%. Como seria a economia islandesa com 10 milhões de habitantes, tendo em conta todos os problemas que isso implicaria, começando pela poluição...?

 

Existe realidade para além das estatísticas!

 

publicado por Ivo Gabriel - Iceland Views às 23:07
link do post | comentar | favorito
|
16 comentários:
De Fernando a 13 de Agosto de 2008 às 23:34
Desta vez deste-lhe bem :) Eu não tenciono escrever aqui o meu ponto de vista sobre tudo isto pois iria talvez escrever tanto como tu e acabar por afugentar a tua clientela com tal tédio, mas como sabes das vezes que falamos sobre isto, a minha opinião é semelhante, mas não tão "agressiva". Sim, eles são rudes como tu bem explicas. Basta para isso dizer que na língua islandesa não existe palavra para dizer "por favor". Isso seria gentileza a mais. Mas também não acho que eles sejam assim tão maus. São difíceis, resultado do isolamento. Quanto as estatísticas e "proezas" desta nação, julgo seguirem as normais que todas as estatísticas seguem, baseado numa média ainda que que haja uma enorme diferença de população. Mas terás de assumir que ter tantos jornais diários que o Rio de Janeiro (lá quando isso foi) é certamente uma proeza. Sempre me foi dito que os islandeses são ávidos leitores, talvez dos que mais lêem no mundo. A taxa de analfabetismo é das mais baixas, o que é de admirar quando se trata de um país tão pequeno (em termos de população) onde as pessoas vivem bastante afastadas umas das outras. E, acho, bastante interessados no que se passa lá fora. Agora se a forma de beberem é diferente da nossa e se não têm tempo para cortejar "á lá latino" a sua parceira e preferirem ir directos a assuntos "sérios", acho que é a maneira de serem (devido ás razoes que apontas e até provavelmente mais) e não é pior só por ser diferente da nossa. Apenas diferente...
De Ivo Gabriel - Iceland Views a 18 de Agosto de 2008 às 12:04
Fernando,

Eu não falei em serem maus ou bons. Mas penso que é uma análise com objectividade. Poderia colocar muitos mais exemplos. Mas isto é um blog e estes temas poderiam dar páginas e mais páginas…
Em conversa com uma portuguesa (casada com um Islandês) que vive aqui à mais de 20 anos, que tinha acabado de ler este post no blog, sorrindo contou-me o episódio seguinte: A filha (que já nasceu na Islândia mas fala português) foi a Portugal de férias com as amigas (islandesas). Apesar de a mãe lhe ter referido que as coisas são diferentes fora do país e de a filha já ter feito um Erasmus no Brasil, num bar na costa alentejana resolveram tirar os sapatos e andar por cima das mesas. Enfim, algo que tu bem sabes não ser nada de anormal nas noitadas e baladas da Islândia. O resultado foi as meninas terem sido expulsas do bar por não se saberem comportar.
Mas se para nós o comportamento é completamente fora dos padrões, já para a menina os portugueses é que são snobs (o que eu até concordo, nomeadamente se olhar para a vizinha Espanha). Questões de ponto de vista sobre processos de socialização?

Ao demais as condições em que estás na Islândia são um pouco diferentes daquela em que a maioria das pessoas está. Sabes bem disso. Tens uma família.
Mas imagina que vinhas para este país sozinho, sem conhecer islandeses e tivesses que começar tudo do princípio. Provavelmente não só concordarias como até nem achavas serem estas opiniões “agressivas”.

Sobre os dados estatísticos coloco algumas dúvidas. Sei como normalmente se processam e não implicam muitas vezes um trabalho de terreno nem variáveis qualitativas. Sinceramente, acho que a inexistência de trabalho de terreno, em qualquer estudo num país como a Islândia, dificilmente poderá traduzir aos outros.

Já agora, relembro uma resposta de um jornalista-escritor conhecido na nossa praça, a uma voraz feminista portuguesa, de opiniões sedentárias.
“Já que não muda de verdades, porque não muda de amigos?”

Estarei sempre disposto a mudar de verdades e de as partilhar neste blog. As conversas contigo fazem-me reflectir também. Quantos mais pontos de vistas mais possibilidades de crescer.

abraço
De Fernando a 18 de Agosto de 2008 às 12:47
:) Eu também não disse que tu os achavas maus, ou pelo menos não tinha intenção disso. Já falamos várias vezes sobre isto e sei bem o que achas desta gente e eu concordo, como assumo que saibas. O que eu quis dizer, e as minhas desculpas se talvez tenha passado uma outra ideia, é que o comportamento dos islandeses é várias vezes excessivamente diferente do nosso, eu também já me espantei com várias coisas que vi por aqui, mas no fim acabo por pensar "e porque não?" Há certas coisas que nós tugas ainda somos muito reservados e um pouco mais de "open mind" não nos fazia nada mal. Quanto a relacionamentos, eles são frios e não vêem o próximo como um potencial amigo, como nós fazemos. Não quero com isto dizer que os islandeses não se excedam.

Certamente a minha situação aqui é diferente da tua, mas isso não me salva do impacto com a sociedade e costumes dos islandeses. Poderei dizer que me habituo a certos aspectos mais depressa devido a esta condição, mas deparo«me sempre com a diferença cultural, de como eu estava habituado a fazer algo e de como aqui se faz. Como se diz, "à terra que fores ter, faz como vires fazer"

Quanto ás estatísticas... são estatísticas e apenas isso. Um cálculo matemático com base em valores palpáveis. Não entra no cálculo a diferença entre lidar com alguns milhares de pessoas ou milhões. E isso muda tanta coisa...

Abraço
De Lélé a 18 de Agosto de 2008 às 00:05
À procura do Laki, encontrei este blog... Gostei muito.
Não diria que "descascas" nos islandeses, mas antes, que és bastante objectivo, até porque, como dizes, o que é bom para ti não o é necessariamente para os islandeses.
Tens toda a razão, quando falas das estatísticas. Na verdade, também acho que elas são feitas "do ar" e deviam ser feitas "do terreno", além do que são sobrevalorizadas. Um país, neste caso, não pode ser retratado por meras estatísticas e o que escreves (mais o que esperamos que escrevas) dá uma ideia muito mais fidedigna da realidade.
A Islândia é um país que fascina, pelo menos, a mim e garanto que, depois de ler o que escreveste, ainda me fascina mais.
De Ivo Gabriel - Iceland Views a 18 de Agosto de 2008 às 12:11
Bem vinda ao meu blog Lélé.
Sobre as estatísticas temos a mesma opinião. Deveriam ser feitas acompanhadas de trabalho no terreno. No "ar" fantasiamos a realidade. Mas o pior é que a distorcemos e damos "verdades" que alimentam a fantasia do desconhecimento.
Quanto à Islândia, é sem dúvida um destino turistico fascinante, Principalmente se aliado ao conhecimento da sua História e Cultura.
Beijokas
De Fernando a 19 de Agosto de 2008 às 09:51
desculpa lá regressar à vaca fria, mas já viste a recente reportagem brasileira sobre a islandia? Na 3ª parte falam de felicidade... e muito oposto ás tuas ideias.. e agora?
De Ivo Gabriel - Iceland Views a 21 de Agosto de 2008 às 09:23
Pouco tenho a acrescentar...
Deslumbraram-se com a natureza. Mas como se pode ver neste blog seria dificil isso não acontecer já que é deslumbrante! O resto é turismo.
Vir 15 dias à Islândia é mesmo fascinante. Só que uma coisa é visitar, ainda para mais acompanhados das instituições islandesas e com todas as mordomias para se fazer uma reportagem da televisão. Obviamente que tudo parece um paraíso.
Outra coisa é realidade e um rigor mais social e mesmo cientifico de um trabalho.
Mas claro que a Islândia tem muita coisa boa. Mas com as mesmas condições profissionais e se a tua esposa quisesse ir para Portugal como seria? Viverias a tua vida toda aqui se não pudesses sair da ilha?
De Fernando a 21 de Agosto de 2008 às 09:53
Sim, concordo, eles devem ter estado cá pouco tempo e sempre bem acompanhados por isso não sabem o que a islandia é para além do guia turístico. Ao que me referia era aos comentários dos residentes que se dizem "muito felizes", o que eu sei que tu nao concordas :) Seria deitar lenha para a fogueira da minha parte :)

Quanto ao que tu perguntas, se havendo as mesmas condições profissionais em Portugal, se não iria a correr para lá? A resposta é simples, não! Gosto muito de Portugal e de quem tenho em Portugal, mas só de pensar que isso me mandaria para a confusão de Lisboa/Porto e tudo o que isso implica... obrigado mas naaa..
De Ivo Gabriel - Iceland Views a 21 de Agosto de 2008 às 16:01
Sobre as pessoas da reportagem, tirando o Pedro, conheço-as pessoalmente. Portanto...
Por isso e porque acho que agora a troca de impressões deve continuar quando nos encontrarmos... por mim encerro este téte a téte via blog.
Abraço!
De Jorai Gurjao a 26 de Agosto de 2008 às 14:51
oi, meu nome é Jorai e tenho uma penpal na Islândia, Egilsstadir, e fiquei surpresa em saber como os islandeses são realmente. gostei muito do seu blog, sou brasileira e gostaria de mante contato. Abraços.
De Ivo Gabriel - Iceland Views a 1 de Outubro de 2008 às 18:24
Oi Joraí,

Será um prazer manter contacto consigo.
Poderá ver o meu email no perfil deste blog.
Alguma questão é só entrar em contacto.

inté
De Pedro Barbosa a 8 de Dezembro de 2008 às 18:40
Quanto a esta "reportagem" estou completamente em desacordo!

Se voces falam tao mal dos islandeses porqe e' qe foram para a Islandia??

Há outros paises onde se ganha e se vive bem. Voces é que sao uns infelizes da merda e nao se contentam com aquilo que ja teem. Voces devem pensar que Portugal é o "país maravilha" e que a Islandia é o "país da merda".

E quanto ás raparigas islandesas... elas só se queriam divertir, elas nao teem culpa que a cultura delas seja diferente a nossa.

E por final, os islandeses só sao racistas para os que o tratam de tal forma, no natal eu tive em Akureyri e recebi uma hospitalidade boa, ao contrario , do que em Portugal que há gajos como voce que sao uns arrogantes da porcaria.

Cumprimentos, Pedro Barbosa
De Ivo Gabriel - Iceland Views a 9 de Dezembro de 2008 às 05:15
Olá Pedro,
Bem vindo ao blog.
O teu comentário é um pouco confuso mas qualquer opinião é válida, até porque não existem verdades universais. A própria ciência muda de paradigmas no desenvolvimento da espiral da História. Já sabemos que a monogamia não é universal.
Sendo assim, este é um blog de experiências, vivências e reflexões pessoais, mais ou menos profundas. Poderá ter algumas pesquisas, aqui e ali com algum rigor. Mas não tenho (nem nunca terei) a veleidade de ser dono da verdade (não existem verdades únicas!).
Dentro do teu texto, de teor um pouco grooseiro (quizas ressabiado, saiba-se lá com o quê e porquê!), ficam algumas dúvidas. Quando te referes a “vocês”, referes-te a quem? Porque eu não sou plural e tão pouco represento os portugueses. Não me dês assim tanta importância, não fui mandatado para representação. Já agora, sabes que os islandeses tem um poder critico grande, nomeadamente de auto-critica? A partir do momento que vivenciamos, estudamos e estamos atentos, temos o direito a recorrer a essa ferramenta.
Relativamente ainda aos islandeses, no dia em que souberem ser mais diplomatas, tiverem uma maior capacidade de socialização e forem mais “polite” vão talvez, evitar conflitos como o que aconteceu recentemente com Ingleses e holandeses, com a consequência de ter agravado a crise económica. Foi de todo desnecessário e virou-se contra a sua população que vai receber dinheiro do FMI, apenas e exclusivamente, para resolver esse diferendo. Com isso, vão herdar uma divida que vai demorar anos a pagar.
Quanto à arrogância dos portugueses enfim… existirá de tudo. Ouço ás vezes dizer que os franceses são arrogantes e os ingleses também. É uma generalização que carece de uma justificação mais desenvolvida. A Islândia está a passar por uma fase difícil, mas acredito que com o tempo irá ultrapassá-la. As grandes catástrofes fazem parte da história deste país. Os islandeses são um povo de sobreviventes e por isso, extremamente lutadores. É admirável a incrivel disponibilidade para a luta (principalmente entre amigos nas noitadas perdidos de bêbados)!
Já agora, muitos dos encantos da Islândia estão descritos em textos colocados neste blog. Desculpa se encontro outras coisas que gosto menos. É apenas a MINHA opinião.
Já agora, uma coisa é visitar um local. Outra coisa é viver nesse local.
Mas tens toda a razão num ponto. Ninguém é culpado do seu processo cultural.
Abraço!
De Pedro Barbosa a 10 de Dezembro de 2008 às 15:49
Em 1º lugar, queria pedir desculpa pelas palavras grosseiras que proferi no comentário anterior;

2º lugar, o porquê dos "voces" foi o seguinte: ao dizer voces eu estava-me a referir ao Sr. e ao Sr. Fernando, pois pelo que me parece, os Sr. criticam o modo de vida dos islandeses e que a Islândia só é "boa" para passar férias e com essa opinião estou indignado porque tenho um familiar a viver na Islândia e pelas nossas conversas percebe-se que os islandeses não são aquilo que o senhor critica na sua reportagem, embora em alguns aspectos tenha razão.

Cumprimentos, Pedro Barbosa

De João a 22 de Fevereiro de 2009 às 04:51
Boa Noite. Parabéns por este blog, vai dando para ter uma ideia de como vao as coisas por aí.

Nunca tive na Islandia, mas a minha ex namorada era islandesa (teve em Portugal atraves do programa erasmus), e no tempo que tive com ela, concordo inteiramente com o que foi aqui dito sobre o povo islandes. Na minha opinião, são boas pessoas, com sentimentos, mas prepotentes, que acham que estão sempre correctos e que nós é que somos atrasados e tudo o resto... mas afinal quem é que era o povo mais pobre á 100 anos atrás?
De Ivo Gabriel - Iceland Views a 3 de Março de 2009 às 15:39
João,
Não estiveste na Islândia, mas deu para te aperceberes (quanto a mim acertivamente) de como eles são.
Mas não são más pessoas...
Um abraço da Islândia

Comentar post

.counter (início 26-4-08)

Blog Counter by Branica
Branica Counters

.pesquisar

 

.Junho 2012

Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab
1
2
3
4
5
6
7
8
9
10
12
13
14
15
16
17
18
19
20
21
22
23
24
25
26
27
29
30

.mais sobre mim

.links

.posts recentes

. Dia Nacional da Islândia ...

. A serpente do Lagarfljót

. Dettifoss - a mais podero...

. Cod Wars: As guerras do b...

. Na Islândia também não ex...

. Ekki Múk - O regresso dos...

. A "Saga" do Great Auk Ske...

. "Ruiva", a baleia demonía...

. Pequenos momentos com cli...

. Formação Geológica da Isl...

. Eyjafjallajökull - Erupçã...

. De Thule a Iceland – Hist...

. Solitude…

. Conhecendo Siglufjördur –...

. Projecto Takk_Iceland09

. O colapso económico e out...

. Neve em Portugal?

. Os melhores discos island...

. Húsavík - da pesca à obse...

. Eyjafjördur - entre o bra...

. Surtsey - A ilha vulcão e...

. A neve. Pela janela do qu...

. Jeff quem?

. O regresso...

. Atrás do sol da meia-noit...

. Considerações sobre a Isl...

. Resposta a um email: Skaf...

. Bang Gang: Indie guitar P...

. Islândia vs Brasil (parte...

. Islândia vs Brasil ou Ein...

. Mývatn – Um vídeo, um ret...

. A cor púrpura...

. Entre fiordes: Do Eyjafjö...

. A Islândia na TV Globo

. Na senda de Nonni, Jón Sv...

. Björk Guðmundsdóttir: ret...

. Antecipando o Post sobre ...

. o pequeno arquipélago de ...

. Dísa - Uma voz, um achado...

. As Páginas Amarelas Islan...

. Vatnajökull (the sound of...

. Aldrei fór ég Sudur - O m...

. O futuro da economia isla...

. O coro vocal feminino EMB...

. A sexualidade na Islândia...

. Viajando pela Islândia co...

. Aurora boreal - A minha p...

. Área de Ski de Hlídarfjal...

. Os elfos e a mitologia nó...

. President Bongo dos GUS G...

.arquivos

. Junho 2012

. Maio 2012

. Março 2012

. Abril 2010

. Março 2010

. Abril 2009

. Março 2009

. Fevereiro 2009

. Janeiro 2009

. Dezembro 2008

. Novembro 2008

. Agosto 2008

. Julho 2008

. Junho 2008

. Maio 2008

. Abril 2008

. Março 2008

. Fevereiro 2008

. Janeiro 2008

.tags

. akureyri(6)

. ambiente(5)

. arte e cultura(7)

. curiosidades(6)

. economia(2)

. fenómenos da natureza(15)

. geologia(1)

. história e cultura(8)

. impressões(9)

. introdução(2)

. islândia(7)

. mitos e lendas(3)

. música(15)

. política(4)

. sexualidade(1)

. sociedade(4)

. tecnologia(1)

. viagens(11)

. vídeo(34)

. todas as tags

.counter (início 26-4-08)

Blog Counter by Branica
Branica Counters
blogs SAPO

.subscrever feeds