Quinta-feira, 10 de Julho de 2008

Mývatn – Um vídeo, um retrato do meu olhar

 

 

Por fim montei o vídeo de um dos locais mais especiais da Islândia. Falo do lago Mývatn., o qual já visitei 3 vezes, sempre acompanhado por pessoas de quem tanto gosto e que vieram visitar-me. Falo do Nuno, do Vítor e claro, o meu irmão.

Pude, em alturas distintas do ano, apreciar este santuário criado pelas forças da natureza, com diferentes cores, sensações e companhia.
Esta última vez, Iniciei a viagem ao lago Mývatn às 4 h da manhã, já que em Junho o sol nunca se chega a deitar. Eu e o Vítor, partimos aconchegados no silêncio sereno da alvorada, salpicado pelo canto endémico dos primeiros pássaros. Desde já, aconselho a madrugada como opção para visitar os fenómenos naturais da Islândia. Por exemplo, em Godafoss, pudemos apreciar as quedas de água com a luz do sol, o arco-íris e uma tímida lua persistindo em se mostrar de mansinho.
Como às 4 h da manhã não existem turistas pudemos, confortavelmente sós, sentir a natureza abençoada por uma luz que nos convidava a fotografar.
 
 
O lago Myvatn Situa-se a norte, no Distrito que lhe dá o nome e é, provavelmente, o segundo local mais visitado da Islândia (logo a seguir ao Golden Circle). Estamos então a falar de um cartão postal. Contudo, não deixa de ser uma área fascinante, mesmo para um viajante que não gosta de fazer o papel de turista. Criado por uma tão intensa quanto poderosa actividade vulcânica há cerca de 2300 anos atrás, continua, nos dias de hoje, a ser uma das regiões vulcânicas mais activas do planeta. A sua paisagem é dominada pelo lago, vulcões, crateras e pseudo-crateras, fumarolas, bocas sulfatadas de lama e lava que deixam no ar um vapor enxofrado, caves e cavernas com agua quente proveniente do sub solo e curiosas construções naturais, autênticos castelos de basalto e magma petrificados.
O lago tem 37 km2 e nunca ultrapassa os 4.5 m de profundidade. É desde 1974 Área de Conservação Nacional e uma atracção para os observadores de aves, fotógrafos e amantes da natureza.
Diferentes espécies de patos e outras aves podem ser apreciados em Mývatn. Algumas espécies são características daqui, como por exemplo, o Barrow`s Goldeneye (Bucephala Islandica). No Rio Laxá, podem-se encontrar trutas e salmões.
Durante o ano Mývatn apresenta uma programação constante. Assim, em Fevereiro tem o festival Viking. Em Março o Horses on Ice (o lago congela durante alguns meses, permitindo esta competição de cavalos no gelo), o snowmobile festival e o Easter Walk. Em Maio realiza-se a tradicional maratona de Mývatn e no final de Novembro chegam os 13 Pais Natais islandeses (Yule Lads) a Dimmuborgir.
 
Mas vamos seguir um pouco do trajecto que apresento no vídeo, começando por Godafoss.
 
 
Godafoss, é uma das quedas de água mais conhecidas da Islândia, e provavelmente a de mais fácil acesso, já que fica perto da estrada numero 1, a caminho de Mývatn. Reza a lenda que na altura das sagas Vikings, o chefe Porgeir Porkelsson, atirou nas suas águas todas as estátuas de Deuses pagãos, convertendo o cristianismo na religião oficial da Islândia. Estávamos no ano 1000 DC.
Godafoss não será das maiores quedas de água do país, mas seguramente, será das que mais gosto. É que tem um charme e singularidade únicas. Charme, savoir faire, subtileza e delicadeza não abundam na Islândia. Logo, Godafoss merece no mínimo uma menção honrosa! São 12 m de altura por 30 m de largura de um charme que inevitavelmente perdurará nas gavetas da memória...
Na minha opinião, o seu maior encanto desabrocha no Inverno.
 
 
Skútustadagígar, é o local onde se concentra a maioria das pseudo-crateras de Mývatn. A colocação de uma delas no Portugal dos Pequeninos em Coimbra, seria a escala proporcional de um grande cone vulcânico. Mas na realidade não são vulcões em miniaturas e sim bolhas formadas pelos rios de lava. Essa explicação não lhes retira qualquer fascinio.
 
 
Dimmuborgir, é um santuário de castelos negros, de basalto e magma petrificada. Esta lava em estado sólido que povoa a área, esculpiu bizarras formas cobertas, por vezes, de uma vegetação peculiar. Tem como atracção principal uma abóbada natural, a fazer lembrar uma igreja gótica. Este é um santuário povoado por elfos e onde em Novembro se reúnem os Yule Lads, os 13 pais-natais islandeses.
  
 
Formado numa erupção à 2500 anos atrás, Hverfell, é uma cratera vulcânica que com a sua forma circular, parece ter o formato de um gigantesco estádio de futebol. Tem aproximadamente 1000 m de circunferência por 140 m de profundidade. Ainda não foi nesta ultima viagem que subi a sua colina. Mas isso estará para breve.
 
 
Grjótagjá, é uma piscina natural numa caverna. As suas águas verde-azuladas vêm do interior da terra, a uma temperatura de aproximadamente 50 graus. Poderemos molhar a mão apressadamente, mas tomar banho, só para quem quiser ser cozinhado lentamente.
 
 
A Piscina Geotérmica de Mývatn, retira água 2500 m abaixo do solo, oferecendo com os seus minerais únicos, sílica e micro-organismos, um banho relaxante para a pele e para o espírito. Nesta área vulcânica, a água é muito sulforosa. Sendo assim, é aconselhável não levar colares e pulseiras de prata para o banho!
 
 
Námafjall, é a montanha que com dégradés de castanho, amarelo e vermelho, abriga no sopé solfataras, bocas de lama e lava borbulhante que deixam o ar empestado de um vapor com forte odor a enxofre.
Esta área que visualmente nos lembra Marte, abriga no subsolo lava que a qualquer momento poderá revoltar-se e subir, numa nova manifestação de vulcanismo.
 
 
Krafla, é também uma das mais activas áreas vulcânicas. Por esse motivo, tem nas suas imediações uma central geotérmica, que com os pipelines a ceú aberto criou uma paisagem humana, tão estranha quanto a área em que se situa.
O último período de erupção em Krafla foi entre 1975 e 1984. A cratera mais antiga é Leirhnjúkur e a mais recente Stóra-Víti.
 
Depois desta explanação, espero que usufruam o vídeo. Quanto a mim, tenho nova viagem agendada ao lago Mývatn em 28 de Julho. Com que novas vestes ir-me-á surpreender a natureza? Certo é que não irei ver abraçados, no meio do lago gelado, o casal de namorados de Março passado.

                                                        

Para este vídeo utilizei fotos tiradas nas 3 viagens que fiz a Mývatn (Março, Maio e Junho de 2008). Dessa forma, poderão apreciar a transformação operada pela natureza consoante a estação do ano. Já as filmagens foram apenas efectuadas na madrugada e manhã de 23 de Junho de 2008.

 

www.myvatn.is

 

publicado por Ivo Gabriel - Iceland Views às 22:23
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Domingo, 29 de Junho de 2008

A cor púrpura...

  

West fjords, 00.10 h. 20 Junho de 2008

Enquanto o sol da meia-noite flutua no oceano, nos céus sussurram púrpuras de veludo.

Assim se insinua a morabeza do árctico. 

 

"Uma experiência poderosa e poética de relação com a natureza: a luz, as formas, as cores e os espaços como nunca vistos e sentidos."

 

Uma viagem que guardarei no coração com a tua companhia meu querido amigo Vítor!

 

 

publicado por Ivo Gabriel - Iceland Views às 21:46
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Quarta-feira, 21 de Maio de 2008

A Islândia na TV Globo

 

Uma equipa de jornalistas da TV Globo está na Islândia e o resultado tem sido uma série de pequenas reportagens apresentadas no Jornal Nacional da Globo no Brasil (correspondente ao Telejornal em Portugal).
Deixo-vos neste post duas das reportagens que foram apresentadas.
A primeira fala-nos do Elding, um navio equipado com motorização eléctrica, movido a hidrogénio, usado para transporte de turistas na observação das baleias. Com o silêncio do motor, é possível uma aproximação maior a estes mamíferos sem os afugentar, para gáudio dos privilegiados turistas.
A segunda reportagem fala-nos que a água quente na Islândia é gratuita, devido ao subsolo fervilhante, reflexo da origem vulcânica da ilha (esta é uma pérola da DESinformação. É falso! Aliás, como refere em comentário anexo o meu amigo Fernando).
Já agora, algumas chamadas de atenção que gostaria de fazer.
Já postei sobre as fábricas de alumínio que estão a ser construídas na Islândia. Ou seja, uma indústria que não está isenta de poluição. Além disso, o fornecimento da energia para esta indústria está a implicar a destruição de ecossistemas com a construção das barragens. É preciso assim, ter algum cuidado quando se afirma ser  a Islândia, o maior exemplo de protecção do meio ambiente. As coisas mudam (é que nem só em Portugal se vive por ciclos políticos). Não quero com isto dizer que não existem cuidados ecológicos. Apenas não seria tão taxativo e mostraria que aqui a balança também pode ter dois pratos, mesmo que ainda desnivelados em favor do ar puro que se respira.
O géiser Strokkur, referido na segunda reportagem, não tem essa precisão de 3.12 minutos entre cada jacto expelido pela boca. Nem sempre os livros ensinam correctamente e eu próprio já assisti a 2 jactos expelidos quase em simultâneo. Além disso, nos dias de hoje ele não atinge os 74 m de altura.
Se a Islândia é de facto, um país com um enorme potencial para o turismo ecológico e cultural, também não deixa de ser verdade que não deve ser apresentado como um país modelo, onde tudo é perfeito nos campos do ambiente e das energias renováveis não poluentes.
 
 http://video.globo.com/Videos/Player/Noticias/0,,GIM829910-7823-ISLANDIA+APRESENTA+NAVIO+MOVIDO+A+HIDROGENIO,00.html
 
http://video.globo.com/Videos/Player/Noticias/0,,GIM830334-7823-NA+ISLANDIA+A+AGUA+QUENTE+E+DE+GRACA,00.html
 
Por ultimo, descobri uma reportagem do Fantástico, também da Globo, feita à 30 anos atrás na Islândia. Uma reportagem que acho muito sóbria e com uma análise com a qual concordo. É claramente um bom trabalho jornalístico e com um ritmo e uma montagem que me agrada. Claro que algumas coisas mudaram. Por exemplo, já se vende cerveja na ilha, a poluição é ligeiramente maior e existem agora estrangeiros a trabalhar aqui. Mas não deixa de ser incrível, a quantidade de coisas que ainda se mantém e que fazem que esta reportagem seja actual em muitas coisas. A análise da sociedade islandesa está perspicaz.
Uma coisa é a imagem que se vende para o exterior. Outra coisa é a realidade dentro de portas.

Já agora, os comentários do especialista em criminologia e professor da Universidade de Reykjavík, nomeadamente sobre a família na Islândia e no exterior, parecem-me um pouco etnocêntricos. Nada que me admire!

 

http://video.globo.com/Videos/Player/Noticias/0,,GIM741710-7823-NA+TERRA+DOS+VIKINGS,00.html

 

publicado por Ivo Gabriel - Iceland Views às 18:50
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Sexta-feira, 18 de Abril de 2008

Vatnajökull (the sound of) – O som do aquecimento global

 

Jökulsárlón - a mágica "piscina dos Icebergs" nascida à 75 anos atrás.

 
Com 8.000 km² Vatnajökull é o maior glaciar da Europa e situa-se no sul da Islândia. Com o aquecimento gradual da atmosfera, nasceu à 75 anos atrás, no extremo sul do glaciar, a lagoa Jökulsárlón, actualmente com 20 km² de área e 200 m de profundidade. A “piscina dos Icebergs” é um local espectacular que todos admiram em silêncio, sendo um dos pontos mais fascinantes do país. Afinal, nem todos têm a oportunidade de presenciar os icebergs de tons suaves, planando nas águas azuis da lagoa.
 
pequeno vídeo de Jökulsárlón, a lagoa que em 1975 tinha 7.9 km² , tem actualmente 20 km² e 200 m de profundidade, devido ao degelo do Vatnajökull, o maior glaciar da europa.
  
Agora feche os olhos e imagine-se no isolado local, onde tudo parece quieto. Que som terá o imperceptível movimento de um iceberg? A artista Katie Peterson com o projecto Vatnajökull (the sound of), permite-lhe com uma chamada telefónica ouvir o degelo do glaciar.
O projecto consiste na colocação de um microfone nas profundas águas de Jökulsárlón, atado a um telemóvel com um dispositivo de auto atendimento e um amplificador em terra.
Quando em Julho de 2007, a artista fez a primeira experiência recebeu 3200 chamadas de 47 países diferentes (Portugal não consta na lista das chamadas recebidas).
Devido ao sucesso, o projecto irá agora ter a duração de 2 meses (Abril/Maio). Para participar basta ligar para o número +44(0)7757001122   e poderá ouvir no seu telefone, o gotejar de um iceberg a derreter ou a tocar no iceberg do lado.
Os ecos e reverberações, irão levá-lo a construir imagens das profundezas da lagoa glaciar de onde emergem os sons.
Se preferir, pode acessar a página do projecto na Internet, onde poderá encontrar o som gravado e guardar no seu computador.
 
Será este o som da morte lenta de um glaciar?
 
Para ouvir o som das profundezas do glaciar: + 4 4 ( 0 ) 7 7 5 7 0 0 1 1 2 2 (pode marcar de qualquer parte do mundo)
 
http://www.katiepaterson.org
 
 
Jökulsárlón Cycles é o nome desta instalação de Nicholas Brittain
Não tendo nada a ver com o projecto da artista Katie Peterson, até por ser uma instalação anterior, servirá para comparar as similaridades dos 2 sons e a capacidade da arte de nos fazer viver no limiar do sonho e da realidade.
 
publicado por Ivo Gabriel - Iceland Views às 00:03
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Segunda-feira, 10 de Março de 2008

Aurora boreal - A minha primeira vez

  
Flaming lights on the sky
a night of northern lights
A wedding is going on up there
among the crowd of stars
The Moon is rising
a god among sparkling goddesses.
                                                           
                                                                     Knut Hamsun
 
A Aurora Boreal em Akureyri
 
A semana passada fui presenteado por um dos mais aguardados momentos. Vi, por fim, a aurora boreal (northern lights / norðrljós), sendo difícil descrever tão maravilhoso espectáculo ofertado pela natureza.
Durante largos minutos observei comovido, a magia na montanha de Hlídarfjall e depois em Akureyri, nos jardins da minha casa.
Eram feixes de luz, em tonalidades esverdeadas que serpenteavam em movimentos largos sobre a minha cabeça. Boquiaberto, olhava o céu maravilhado com o bailado sensual que me era oferecida pela noite islandesa.
As nuvens, empurradas por um sopro rápido, entrecortavam as estrelas e neste cenário, as serpentes de luz verde nunca se quedavam estáticas. Os meus pés, por largos minutos criaram raízes, como se vento algum me pudesse arrancar dali. Hipnotizado pelo espectáculo raro, deixei-me embalar pela magia do canto daquelas sereias que continuam a bailar ainda hoje, sempre que cerro os olhos, ao adormecer.
Mais fascinante que os tons verdes pintando o céu, é o movimento de uma aurora boreal, da mesma forma que a maior beleza do fogo é o seu trémulo e lânguido crepitar.
 
Deixo-vos este pequeno filme, para que possam imaginar o que é ver ao vivo a aurora 
 
 
Fica uma pequena introdução ao fenómeno:
 
A aurora boreal (northern lights) é um fenómeno luminoso, um brilho observado nas noites das regiões polares, provocado pelo impacto de partículas de vento solar no campo magnético terrestre. Somos constantemente atingidos por ventos solares: fluxos rarefeitos de plasma quente emitido pelo Sol em todas as direcções.
Electrões, protões e partículas alfa, colidem com átomos da atmosfera terrestre (predominantemente oxigénio e nitrogénio) em altitudes que variam entre os 80Km e os 200Km.
As colisões com os átomos de oxigénio aos 200Km de altitude produzem uma tonalidade verde. Quando a tempestade é forte, as camadas mais baixas da atmosfera são atingidas pelo vento solar (100Km de altitude), e produzem uma tonalidade vermelho escura pela emissão de átomos de nitrogénio (predominantes) e oxigénio.
As auroras acontecem apenas em regiões próximas aos pólos magnéticos (não são coincidentes com os pólos geográficos) com um tamanho médio que oscila entre os 3000Km a 5000Km, pelo que os melhores lugares para a observação de auroras encontram-se em regiões como por exemplo, o Canadá, Gronelândia e Islândia.
  
Para quem quiser informação mais completa sobre a aurora boreal, deixo 2  links:
 
 
 The Aurora Borealis and the Vikings:  http://www.vikinganswerlady.com/njordrljos.htm
 
 
http://www.northern-lights.no/english/mythology/index.shtml
 
publicado por Ivo Gabriel - Iceland Views às 01:04
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