Quarta-feira, 28 de Março de 2012

Ekki Múk - O regresso dos Sigur Rós

 

 

Música delicada, mais doce do que agre (embora também), mais uma vez remete-nos ao onírico. Cada pequeno som poderia ser o serpentear da neve cruzando a estrada, no inverno islandês. Por vezes, essas serpentes brancas apenas se estendem, contorcendo-se em movimentos preguiçosos. Outras vezes, formam cortinas impelidas pelo vento forte que nos retira o espaço, envolvendo-nos numa outra dimensão. Flutuando além do nosso tempo, somos transportados pelo som dos Sigur Rós. A saga do pós rock retro ambiental de contornos vanguardistas, é a melhor representação da dimensão dos espaços intocados e da natureza na Islândia. Ekki Múk, a nova música, precede o álbum a sair em Maio próximo. Tem tudo o que a banda nos habituou (incluindo a estética do vídeo). Demasiada beleza que não retirou um pequeníssimo travo a "déja vu", relativamente aos anteriores álbuns dos Sigur Rós. Um dia, gostaria de ser um dos passageiros do barco no vídeo.

publicado por Ivo Gabriel - Iceland Views às 00:39
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Domingo, 16 de Novembro de 2008

Jeff quem?

Estou de regresso à Islândia, depois de 2 meses em Portugal e uma passagem por Sevilha (a belíssima cidade da Andaluzia espanhola). Foi um duplo “choque”, tanto térmico, como nos processos de socialização. Nesses 2 meses, o colapso financeiro das instituições bancárias arrastou o Estado islandês para a bancarrota. De um dos países mais ricos do mundo, aos pedidos de ajuda e de empréstimos de dinheiro, foi um curtíssimo passo. Contudo, foi um passo demasiado grande para a amplitude económica do Estado Islandês. Quando me preparava para postar sobre a depressão, resolvi visitar o blog do meu amigo Fernando e o meu estado de espírito mudou mais rapidamente que o colapso económico do país. Os culpados foram os Jeff Who?

 
  
 
Os Jeff Who? (deixem estar lá o pontinho de interrogação) são mais uma das dezenas de interessantes bandas que circulam pelo universo Indie/Pop/Rock.
Como muitos outros grupos, trata-se da junção de um grupo de amigos e colegas de escola que começam a tocar juntos, organizando festas, rodeados de amigos e muitas cervejas (não necessariamente por esta ordem). No final de 2004 os Jeff Who? estão já formados e o ano de 2005 apadrinha o seu álbum de estreia. Death before Disco é editado pela Bad Taste Records e nesse ano a banda faz  a 1ª parte do concerto dos Franz Ferdinand em Reykajvík.
Não encontro más canções em Death Before Disco. Gosto do som retro e sincopado da sua pop que transmite frescura e alegria (apesar de retro e frescura sugerir uma antítese). Para mim, elemento essencial para essa frescura é o piano de Valdi, sempre muito bem tocado.
O grupo cedo captou a atenção dos media islandeses, nomeadamente pelos seus 2 primeiros singles, Death Before Disco e Golden Age que os levaram a ganhar 3 prémios das rádios de Reykjavík e 1 Icelandic Music Award, no ano de 2007.
Mas o grande convite para a festa chega com a música Barfly. Não sei se a escolha do nome da música será tão inocente, já que me remete para 1987 e o filme com o mesmo nome, de Barbet Schroeder, com a chancela de Francis Ford Coppola e interpretações de Mickey Rourke e Faye Dunaway.
Deixo-vos o vídeo de Barfly, retrato sentido das noites islandesas, inevitavelmente regadas pela ingestão de quantidades ilimitadas de bebidas alcoólicas, potencializadoras do excesso e consequente decadentismo.
Clap your hands! Jeff quem?
 

 

   

http://www.myspace.com/jeffwhoband

 

publicado por Ivo Gabriel - Iceland Views às 20:43
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Sábado, 19 de Julho de 2008

Bang Gang: Indie guitar Pop e psicadelismo semi acústico

 

 

Acreditem que este não passou a ser um blog musical. Mas imaginem um país com 300 mil habitantes, 90 escolas de música, 6000 integrantes de coros, 400 orquestras ou bandas e um número impossível de saber de grupos de rock. A música na Islândia é um processo de identificação nacional do pós-independência.
 
Feita a introdução, vou falar acerca de uma das mais interessantes bandas islandesas que já conseguiu a internacionalização. Trata-se dos Bang Gang (não confundir com gang bang!) que com uma rebeldia arty, praticam um som agridoce facilmente assimilável pelos ouvidos dos adolescentes, mas com a capacidade de agradar a ouvidos mais exigentes. Especialmente, se esses ouvidos estiverem necessitados de um som de características Indie, conjugando guitarras, sons etéreos, reminiscências de trip hop e jogos melódico-vocais.
 
Na verdade, Bang Gang é o projecto de Bardi Johannsson, o talentoso compositor/perfomer/produtor. O projecto caminha numa andrógenia a lembrar os Placebo, algures entre um rock de guitarras e um imaginário que recorda Serge Gainsbourg. Muitas vezes, o seu som é etéreo e utiliza crescendos como se de uma ópera se tratasse. Em algumas músicas a voz de Bardi contracena com um vocal feminino, também melódico. Com Keren Ann, Bang Gang já fechou o Art Festival de Reykjavík, acompanhados pela Icelandic National Symphony Orchestra.
  

 Find what you Get é um dos temas fortes de Something wrong, disco de 2003

 

A discografia engloba 3 álbuns de longa duração:
 
You – versão islandesa em 1998 e versão francesa em 1999
 
Something Wrong – 2003. Este é o registo que confirma os Bang Gang. Um belo trabalho, onde não falta uma versão delico-doce do tema Stop in the name of love das Supremes. Conta com a participação de Nicollete (que trabalhou com os Massive Attack) e Daniel Agust dos Gus Gus. Destacam-se os temas Inside, Follow e Find what you get.
  

 Stop in the name o love é um original das Supremes. Esta é a versão dos Bang Gang que integra o disco Something Wrong de 2003

 

 Follow é um original dos também islandeses Sigur Rós. Aqui reinterpretada pelos Bang Gang

 

Ghosts from the Past – 2008. O mais recente álbum e um dos bons lançamentos do ano, nomeadamente para quem gosta de indie-pop. Este é um disco em que as referencias se confirmam. Nomeadamente, um som que remete aos Dandy Warhols. Assim, Ghosts from the Past oferece-nos o pseudo intelectualismo urbano a conviver com a folk islandesa, numa embalagem psicadélica semi acústica, pitadas de glam lo-fi e o indespensável hipe a acompanhá-lo. Sinceramente, para mim trata-se de uma fórmula sedutora. Nunca escondi o apreço pelos americanos Dandy Warhols e os islandeses Bang Gang, sem perderem o seu próprio carisma, resgatam parte desse imaginário. O tema mais requisitado de Ghosts from the Past tem sido I Know I sleep.

 

 Na ausência do vídeo, fica o som de I Know I Sleep que integra Ghosts from the Past de 2008
 
Deixo-vos alguns vídeos, bem como o My Space e o site oficial.
Para quem não conhecia, está feita a introdução aos Bang Gang.
 
http://www.myspace.com/banggangband
 
http://www.banggang.net/

 

publicado por Ivo Gabriel - Iceland Views às 02:03
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Quinta-feira, 17 de Julho de 2008

Islândia vs Brasil ou Einarsson vs Jussanam

 

 

Faz 50 anos que o baiano João Gilberto inventou a bossanova, com uma batida de violão inovadora e uma voz introspectiva, pincelada de timidez. A bossanova, apesar da linguagem jazzística, é mais minimal, delicada e elegante.
A revolução aconteceu em 1958, com “chega de saudade” e para além de João Gilberto, não poderemos deixar de lado a mestria de António Carlos Jobim e do poeta Vinicius de Morais, bem como o talento de Carlos Lyra (tem letras muito inteligentes) e Roberto Menescal (o seu filho integra actualmente o projecto denominado Bossacucanova, que reescreve a bossanova, com o recurso da electrónica).
Na década de 60 a bossanova conquistou os grandes nomes e editoras do jazz americano. “Getz e Gilberto” (Verve -1963), “António Carlos Jobim” (Verve – 1963), entre outros, são obrigatórios em qualquer discoteca pessoal.
Um apaixonado pelo Brasil como eu, nomeadamente no que à música diz respeito (quem me conhece sabe a paixão musical por Tim Maia e Jorge Ben), conseguiu encontrar interacções entre o Brasil e a Islândia.
Num dos meus primeiros dias em Reykjavík, no café Cultura, assisti à apresentação de um músico brasileiro, acompanhado por 2 dos mais conceituados músicos de jazz Islandeses. Falo do saxofonista Oskar Gudjonsson e do guitarrista Omar Gudjonsson. Intercalando música tropicalista com bossanova, tocaram alguns géneros regionais como por exemplo, o baião nordestino (descansem que não houve lugar para forrós a lembrar calcinha preta!).
Em Fevereiro deste ano a actriz e cantora carioca Jussanam, actuou com Tomas Einarsson, também ele, um dos mais respeitados compositores e contrabaixistas de jazz da Islândia. Nesta actuação, foram acompanhados por Oskar e Omar Gudjonsson.
Tomás R. Einarsson nasceu em Reykjavík em 1953 e editou 13 discos até à data. Poderão ver todo o seu currículo nos links que deixo em baixo, bem como consultar o MySpace, onde poderão ouvir um disco de remisturas de composições de Einarsson e do seu latin jazz, transvestido pela electrónica tecno de músicos e DJs islandeses, ingleses, alemães e franceses. Destaca-se neste disco a participação de elementos dos Moloko e Gus Gus.
Da colaboração entre Tomas Einarsson com a brasileira Jussanam, poderão ver uma actuação na TV da Islândia, em 26/2/2008. No programa Kastljós, apresentam o clássico " Ela é carioca ", de Tom Jobim. Uma interpretação menos minimal e que se afasta do tom vocal intimista e contido da bossanova, para se soltar em mais escalas, numa liberdade jazzística (os músicos que a acompanham são de jazz e não desdenham o experimentalismo). Os puristas da bossanova poderão não achar muita piada, mas a verdade é que hoje em dia os melhores resultados nascem do risco dos cruzamentos e do exprimentalismo. Verdade seja dita, seguindo a mesma linha de raciocinio que esse risco e exprimentalismo redunda, muitas vezes, em desastre. Mas não será aqui o caso.
Fica o link desta apresentação, referindo que Jussanam estará desembarcando de novo na Islândia em Agosto. Desta vez, para ficar por algum tempo.
Que possamos nos barzinhos de Reykjavík, sentir um pouco do calor tropical que tanta falta faz. No meio do gelo, teremos no próximo Inverno um cantinho para nos aquecer.
 
 Actuação de “Ela é carioca” de Tom Jobim no programa Kastljós da TV Islandesa-26/2/2008
 
Webpage de Tomas R. Einarsson
http://www.simnet.is/tomasreinarsson
 
MySpace de Tomas R. Einarsson
http://www.myspace.com/tomasreinarsson
 
publicado por Ivo Gabriel - Iceland Views às 02:52
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Sexta-feira, 18 de Abril de 2008

Vatnajökull (the sound of) – O som do aquecimento global

 

Jökulsárlón - a mágica "piscina dos Icebergs" nascida à 75 anos atrás.

 
Com 8.000 km² Vatnajökull é o maior glaciar da Europa e situa-se no sul da Islândia. Com o aquecimento gradual da atmosfera, nasceu à 75 anos atrás, no extremo sul do glaciar, a lagoa Jökulsárlón, actualmente com 20 km² de área e 200 m de profundidade. A “piscina dos Icebergs” é um local espectacular que todos admiram em silêncio, sendo um dos pontos mais fascinantes do país. Afinal, nem todos têm a oportunidade de presenciar os icebergs de tons suaves, planando nas águas azuis da lagoa.
 
pequeno vídeo de Jökulsárlón, a lagoa que em 1975 tinha 7.9 km² , tem actualmente 20 km² e 200 m de profundidade, devido ao degelo do Vatnajökull, o maior glaciar da europa.
  
Agora feche os olhos e imagine-se no isolado local, onde tudo parece quieto. Que som terá o imperceptível movimento de um iceberg? A artista Katie Peterson com o projecto Vatnajökull (the sound of), permite-lhe com uma chamada telefónica ouvir o degelo do glaciar.
O projecto consiste na colocação de um microfone nas profundas águas de Jökulsárlón, atado a um telemóvel com um dispositivo de auto atendimento e um amplificador em terra.
Quando em Julho de 2007, a artista fez a primeira experiência recebeu 3200 chamadas de 47 países diferentes (Portugal não consta na lista das chamadas recebidas).
Devido ao sucesso, o projecto irá agora ter a duração de 2 meses (Abril/Maio). Para participar basta ligar para o número +44(0)7757001122   e poderá ouvir no seu telefone, o gotejar de um iceberg a derreter ou a tocar no iceberg do lado.
Os ecos e reverberações, irão levá-lo a construir imagens das profundezas da lagoa glaciar de onde emergem os sons.
Se preferir, pode acessar a página do projecto na Internet, onde poderá encontrar o som gravado e guardar no seu computador.
 
Será este o som da morte lenta de um glaciar?
 
Para ouvir o som das profundezas do glaciar: + 4 4 ( 0 ) 7 7 5 7 0 0 1 1 2 2 (pode marcar de qualquer parte do mundo)
 
http://www.katiepaterson.org
 
 
Jökulsárlón Cycles é o nome desta instalação de Nicholas Brittain
Não tendo nada a ver com o projecto da artista Katie Peterson, até por ser uma instalação anterior, servirá para comparar as similaridades dos 2 sons e a capacidade da arte de nos fazer viver no limiar do sonho e da realidade.
 
publicado por Ivo Gabriel - Iceland Views às 00:03
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Quarta-feira, 9 de Abril de 2008

O coro vocal feminino EMBLA

 

 

Ketilhúsinu - equipamento cultural que recebe a música erudita
 
Num país de pescadores, antigos pescadores e filhos de pescadores, onde as pessoas são maioritariamente rudes e fechadas, aparentemente sem sensibilidade tendo em conta os nossos padrões e (pre)conceitos, não deixa de ser fascinante a quantidade de manifestações culturais, projectos e grupos musicais existentes. Esta elevadíssima instrução musical diz-nos que uma matriz estigmatizada em Portugal, de forma alguma se reflecte na realidade Islandesa.
Quarta-feira passada fui assistir na kethilhúsinu, uma casa com um salão preparado acusticamente para espectáculos musico-culturais, a um coro vocal feminino, cantando diferentes partituras de compositores entre 1120 e 1980.
O coro vocal feminino EMBLA foi formado pelo maestro Roar Kvam em 1 Setembro de 2002, sendo actualmente composto por 14 mulheres da área do fiorde, onde se localiza Akureyri.
Não pretendo neste “post” fazer uma apreciação critica da interpretação do coro, pois apesar de assistir a alguns concertos de música erudita, estou longe de ser um profundo conhecedor. Contudo, não poderei deixar de destacar a soprano e solista Harpa B. Birgisdóttir, nomeadamente na interpretação de Gustav Mahler no final do concerto. Aliás, a parte final, foi dos momentos mais cativantes, não só pelas dinâmicas vocais, como por ter sido a fase em que o pianista Aládar Racz mais se destacou.
Pelo meio, ficaram momentos especiais, nomeadamente, a possibilidade de ter ouvido partituras de 2 compositores islandeses (Porkell Sigurbjörnsson e Páll Ísólfsson), bem como a interpretação vocal de J. S. Bach, um dos meus compositores preferidos.
Segue em baixo a ordem da programação, bem como informação dos 3 elementos singulares do concerto:
 
Soprano - Harpa B. Birgisdóttir estudou na escola de música de Akureyri. Com Rósu Kristínu Baldursdóttur (2000-2002), Erlu Pórólfsdóttur (2003-2005) e Michael Jóni Clarke (2005-2006). Desde 1990 que integra os coros das escolas do ensino regular.
 
Pianista - Aladár Rácz nasceu na Roménia. Estudou piano com Georges Enescu na Escola de Música de Bucareste e posteriormente na Escola de Música de Budapeste. Fez vários cursos de aperfeiçoamento na Europa, sendo actualmente professor na escola de música de Husavík. Gravou alguns discos e integra a orquestra sinfónica de Akureyri, para além da participação em outros projectos na Islândia.
 
Maestro – Roar Kvam, desde cedo aprendeu a tocar instrumentos de sopro. Nasceu na Noruega e estudou na escola de música de Oslo. Para maestro estudou com Trygve Lindemann. Ligado à música de câmara é o fundador e responsável do coro vocal feminino EMBLA. Vive na Islândia desde 1971.
 

 

 o coro vocal feminino EMBLA no final da actuação
 
Programação
 
Hildegard von Bingen (1098-1179) – O Virtus Sapiente
Anónimo, Inglaterra (século 13) – Alleluia Psallat
Porkell Sigurbjörnsson (1938) – Heyr himnasmidur
Franz Liszt (1811-1886) – O Filii et Filiae
Porkell Sigurbjörnsson (1938) – Te Deum
Jón Leifs (1899-1968) – Vögguvísa
Francis Poulenc (1899-1963) – Ave verum corpus
Páll Ísólfsson (1893 – 1974) – Máríuvers
Henry Purcell (1659 – 1695) - Sound the Trumpet
Johann Sebastian Bach (1685 – 1750) – Wir eilen mit schwachen doch emsigen Schritten
 
- intervalo -
 
Camille Saint-Saëns (1835- 1921) – Ave Maria
Fanz Liszt (1811-1886) – Hymne de L`enfant a son reveil
Gustav Mahler (1860-1911) – Sieben Lieder Und Gesänge
 
publicado por Ivo Gabriel - Iceland Views às 08:47
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Quinta-feira, 31 de Janeiro de 2008

Akureyri - O primeiro fim de semana

pormenor da rua onde moro actualmente. Pingvallastraeti - Akureyri 
 
 
 
 
Os meus primeiros dias em Akureyri, tem sido de encantamento pela cidade, clima, energia e até pelas pessoas, ao contrário do que aconteceu em Reykjavík. 
Akureyri é uma pequena cidade, situada num fiorde e com aproximadamente 17.000 habitantes (censos de 2007). É a capital do norte, tendo por isso, tudo aquilo que necessitamos, não faltando o hospital, aeroporto, museu de história natural, escola de artes, universidade, jardim botânico e uma orquestra sinfónica (pasme-se!).
Existem, na segunda cidade administrativa da Islândia, diversas galerias e uma actividade cultural digna de registo para uma cidade das suas dimensões.
 
No primeiro fim-de-semana, no Populus Tremula, assisti a um espectáculo que fundia música e tertúlia, ficando a conhecer, numa envolvente e aveludada actuação, Konni (cantor-compositor islandês) secundado por competentes músicos de estúdio. Em simultâneo e intercalado com as músicas, eram declamados textos e poesias de Porvaldur Porsteinsson (presente no sarau cultural).
 
Porvaldur Porsteinsson é artista plástico, poeta e escritor de livros para crianças, com obras traduzidas em vários países da Europa. A saga de Bubu, em diversos capítulos, foi galardoada com vários prémios, fazendo dele o autor para crianças mais reconhecido da Islândia. Entre as suas obras, poderei destacar Traigo un mensage para Bubu, traduzido pela espanhola ediciones Siruela (desconheço qualquer tradução em português).
Neste livro, Bubu encontra uns duendes feridos no jardim da sua casa. Estes duendes, dedicam-se ao teatro ambulante e Bubu decide cuidar deles o tempo que for necessário. Um dia, seguindo o curso de um rio Bubu entra no bosque. Como demora a regressar, os duendes decidem partir no seu encalço.
 
Neste primeiro fim-de-semana, visitei também, a Akureyri Artists Studio. Nesta galeria apresentavam-se hologramas da australiana Amy Rush. Não é normal a existência de exposições de hologramas, o que exponenciou a minha curiosidade. Com um ligeiro movimento de cabeça, estes trabalhos tridimensionais ganham uma dimensão onírica. Os Rainbow Hologrames desta artista plástica australiana, foram para mim,  uma espécie de viagem alucinógénica em estado de consciência.
Da próxima, não me esquecerei dos ácidos e do CD dos Spiritualized!
 

trabalho de Amy Rush na Akureyri Artists Studio

 Her work plays with the popular misconception of holograms being copies of their subjects, and uses this misconception to create a new authored rainbow reality. The images share the characteristics of a rainbow as well as depicting rainbow imagery which combined allows you to enter into this world via the reoccurring figure in the work. A kitsch aesthetic with a narrative sharing stories of eternal moments captured in moving 3d rainbow holography.
 
http://www.artistsstudio.blogspot.com
 
 
 
 
Este sábado irei trabalhar no Kaffi Amour. Mas para sentir-me tranquilo e feliz, entrando lentamente nesta comunidade, falta ainda encontrar um trabalho para os dias da semana. Oxalá isso aconteça nesta próxima semana. Afinal, começo a sentir a pressão da urgência de dinheiro.
 
publicado por Ivo Gabriel - Iceland Views às 14:47
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